Cocriação

“Quem estiver fora do padrão colaborativo se excluirá do mundo”, disse a especialista entrevistada, sobre uma das metas da agenda 2030. Na mesma semana, um experiente jornalista tomou a iniciativa de repercutir o trabalho de outra jornalista, como manifestação de apoio e estímulo, enquanto noticiava a carreira a atuação da colega. Essa mesma reportagem também estimulou uma empreendedora do setor de beleza a repercutir as carreiras e os empreendimentos de suas clientes, entre as milhares de seguidoras que mantém nas redes sociais. “Percebo que muitas das minhas clientes tem tido perdas, mas quero que elas mantenham seus negócios”, ponderou.


Foto: Cla Ribeiro


Ao mesmo tempo em que testemunhava a disposição cooperativa em seu meio, com entusiasmo percebia que muito precisava ser feito. Era imenso o egoísmo revelado pelo descaso quanto ao uso das máscaras, além de inacreditável o paradoxo de uma em cada nove pessoas viver em condição de desnutrição, mesmo no lugar considerado o maior produtor de alimentos do mundo!

Foto: Cla Ribeiro


A história da humanidade mostra que a banalização da dor alheia sempre aconteceu. Em contrapartida, a pandemia mostra que, definitivamente, o que acontece em nosso entorno nos impacta, sim! Por isso, é preciso fazer algo. E não é bem pelo “outro”, mas por nós mesmos! Pelo mundo que queremos preservar ou construir! Pelas relações das quais queremos desfrutar! Pelas pessoas, empresas, negócios e realidade da qual queremos dispor ou com as quais queremos conviver – agora e quando tudo isso acabar!

Duas das frentes de trabalho da cronista que vos fala, o Show Gastronômico e a coluna “Paraná para Amar”, tem por finalidade manter vivo tudo o que era considerado eletivo, mas se revelou vital, com o isolamento. Quem aguentaria vencer esses dias, sem literatura, pintura, séries, filmes, músicas, boa comida e bebida? Quem superaria essa situação sem arte, enfim? Sem criatividade, sem autoexpressão? Penso que ninguém ou quase ninguém.

Foto: Cla Ribeiro


O corpo precisa de nutrição e dos recursos da ciência, para sobreviver, mas a mente, a alma e o coração precisam do que é intangível! Do que não tem preço, mas tem valor!

Ter consciência da contribuição social que realizamos é uma centelha que mantém motivados todos os envolvidos nos empreendimentos mencionados aqui, fato! Mas, somos apenas um recorte minúsculo do mundo! E sabemos que cada indivíduo pode e deve exercer também o seu papel social! E ele não precisa ser isso ou aquilo para ter valor, Só precisa ser útil! Então, lhe pergunto, leitor, como você aplica o seu poder? Em que mundo você quer viver? Qual sociedade você contribui para cocriar?

Assim se sentiu e escreveu, com exclusividade, para a Cla Magazine, Raquel de Andrade

raquelmedandrade@gmail.com

Insta: @raquelmedandrade

41 99108-6401

104 visualizações1 comentário

2020  -                                      CLA Magazine  Todos os Direitos Reservados