Combustível

De uns dias para cá tenho experimentado um frisson, uma eletricidade que há muito tempo não sentia! É como se não precisasse comer, dormir ou fazer qualquer outra coisa além de pensar em meu trabalho, em especial nas próximas pautas, entrevistas e abordagens que darei a esses momentos sublimes, que a profissão me deu! Tamanho é o sentido que vejo em empreender cada etapa em prol de uma nova entrevista!

Sempre é acesso ao universo de alguém, repercussão de alguma novidade ou fato que tenha impacto coletivo! Quem olha de fora pensa que isso é fácil, mas não é! Demanda pesquisa sobre cada um dos assuntos, busca por cada uma das fontes consultadas em off e dos que irão a público, cruzamento e arranjo das informações que serão oferecidas, confluência das agendas de todos os envolvidos no processo, divulgação de cada conteúdo novo, antes e depois dele se tornar público.


Foto: Cla Ribeiro

Com tudo isso e mais os boletos “culposos” a pagar, gosto especialmente das entrevistas que se transformam em informação útil para todos! Então, nem preciso dizer a vocês que o caso mais noticiado no momento tem motivado muitas entrevistas com este perfil e me levado a garimpar contribuições de pessoas que podem levar a sociedade a transformar, para o bem, aquilo que é originalmente trágico, criminoso e perverso. É preciso olhar além, é preciso cultivar a esperança a partir da atitude, porque inércia não muda nada!

Então, desde que tomei conhecimento do tratamento ao qual foi submetida Mariana Ferrer, durante audiência pertinente ao processo no qual é vítima não parei! Nesse momento o relógio marca meia noite e seis minutos e eu nem jantei! Desde terça-feira, consultei todos os especialistas que pude, em off, para estabelecer minhas prioridades. Depois, tive de garimpar fontes novas, capazes de falar publicamente sobre pontos mais críticos, no sentido legal, sobre o que deve ser corrigido de imediato – como é o caso da conduta do advogado que assumiu a defesa do réu. Para quem não sabe ou lembra, Claudio Gastão da Rosa Filho achou por bem humilhar a vítima, sob o pretexto de que ela teria estilo de vida supostamente vulgar, mesmo diante de laudo que comprova que Mariana Ferrer era virgem antes do crime...

Sim, ainda que o perfil da vítima fosse outro continuaria entendendo que a gravidade por sofrer um estupro jamais deve ser relativizada, sob o pretexto da vítima ter um estilo de vida assim ou assado! Minha percepção é idêntica à lei. Diante disso, por qual motivo ainda lidamos com um advogado que usa fotos postadas nas redes sociais, para criar inferências tanto maliciosas quanto infundadas, com a finalidade de desqualificar a vítima, quando a única conduta desqualificada em questão – neste caso – vem do réu, o motivador do processo? Por qual motivo os tribunais ainda permitem uma atitude como a do advogado Claudio Gastão da Rosa Filho?

O primeiro entrevistado acerca do assunto foi o Presidente do tribunal de Ética e Disciplina da OAB Paraná. Ele esclareceu que a conduta deste advogado é “execrável” e o sujeita à penalidades, que podem comprometer a carreira do mesmo. A segunda entrevistada foi procurada por mim, para dar ao público a chance de entender um projeto de lei capaz de vetar o uso de qualquer elemento ou informação alheio ao crime. O que, na prática, pode impedir a manipulação a que me referi no parágrafo anterior.

O assunto rende, o que indica que ainda ouvirei muitos especialistas capazes de esclarecer e promover o diálogo a um nível construtivo. E, neste mundo, vasto mundo, há outros acontecimentos que se desdobram e podem transformar nossa vida prática, de alguma forma, em algum nível. É o caso das Eleições norte-americanas e daquilo que está na base de uma sociedade com mulheres mais respeitadas, como o empoderamento feminino à luz da psicanálise. Então, quem acompanha o perfil @raquelmedandrade, no Instagram, poderá contar com pareceres de muitos profissionais diferentes, para trazer prismas inovadores acerca de todas as notícias que merecem repercussão!



Por que me arvoro a fazer isso quando toda a grande imprensa já o faz? Porque o fato do meu trabalho ser completamente independente me coloca em posição de isenção e dá a quem o acompanha um prisma diferente, peculiar e diversificado também! Sempre calcado na perícia de especialistas, com a cautela de levar adiante informações fundamentadas.

Além disso, há também a leveza das variedades que gosto de noticiar através da coluna “Paraná para Amar”. Nela, sempre haverá o prazer da boa mesa, da enologia, das artes a nos salvar do caos.

Me acompanhe no Instagram e ganhe novas perspectivas!




Assim se sentiu e escreveu, com exclusividade, para CLA Magazine, Raquel de Andrade.


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