Mudança

Atualizado: Jan 31

Corria para dar conta e tudo que inventara. Todas as noite, tinha certa dificuldade de pegar no sono, mas ele era profundo. Acordava elétrica, entusiasmada com tudo o que pretendia criar a implementar. Se soubesse que sentiria tanta realização e entusiasmo antes realmente jamais teria condicionado nenhum desses movimentos a coisa alguma. E, quantas são as vezes que condicionamos nossa ação à idealização de felicidade?

Quem nunca pensou: “Ah, quando concluir isso conquistarei a felicidade?”. “Quando comprar aquilo, vai ser legal!” “Quando tiver filhos sentirei plenitude”. “Quando tal projeto profissional se concretizar usufruirei da felicidade!”. Acho que todas as pessoas já fizeram essas ou outras projeções. Assim como todas também se desapontaram ao perceberem que aquela condição para felicidade era equivocada, o que rende frustração, é verdade, mas também a chance de mudar a perspectiva, para entender que a felicidade é intrínseca, é inerente ao ser, está dentro dele e independe de qualquer coisa!

Admito que usufruir de confortos básicos, dos quais muitas pessoas são privadas realmente faz diferença e aumenta o “saldo de bem-estar” tão útil à felicidade. Também sei que ter profundo amor e senso de propósito em torno da minha profissão me agregam um tremando sentido em existir! Mas, preciso dizer que justamente a minha profissão me rendeu a escuta de muitos relatos. Alguns dos quais, feitos por pessoas paupérrimas que prosperaram. Essas relataram situações de privação nas quais – ainda assim – conseguiam ser felizes, coisa que confirma o fato deste sentimento simplesmente ser, existir dentro da gente!

Não quero, com essa relativização, romantizar a precariedade, a pobreza, tampouco a miséria. Só quero mostrar que precisamos estar fortes para acessar o sucesso e não o contrário! E, o que é sucesso? Ao meu ver, é encontrar sentido naquilo que se faz e na vida que vivemos! Sei que há trilhas e mais trilhas no caminho existencial de cada um e, muitas vezes, podemos questionar se o que estabelecemos foi um modo de sobrevivência ou de vida, efetivamente.

O bom é entender que esses pontos de inflexão nos servem para desenvolvimento. Então, se você se vê parado em torno de alguma questão há tempos, sem nada mudar a partir dela, é preciso encarar a realidade de que você vive a autossabotagem e, provavelmente, tomou gosto pela reclamação e vitimismo, que lhe mantém onde está! Assim, protegido dos riscos relacionados ao novo, você não se lança enquanto se sente “no controle”. Resta saber se esse suposto controle tem um boleto que é legal de pagar...Sim, tudo tem seu preço e a fatura do “controle acomodado” é a frustração. O quanto de frustração você amarga? Se a resposta é mais intensa e numerosa que os benefícios rendidos pelo suposto controle se lance ao novo! Tenha coragem, mude!


Assim se sentiu e escreveu, com exclusividade, para a CLA Magazine, Raquel de Andrade.


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