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Em menos de uma semana o Brasil lidou com a interrupção do combate aos incêndios na Amazônia, a relativização da importância de uma vacina contra o COVID-19 e, ainda, com um decreto presidencial que deixava margem para a privatização do SUS. Sim, em um país de dimensões continentais, no qual mais de setenta por cento da população depende do Sistema Único de Saúde a iniciativa de privatizá-la é muito lucrativa para meia dúzia e catastrófica para a maioria. Afinal, se o povo já não usufrui do tratamento devido, por meio de um sistema de saúde realmente público, imaginem o que pode acontecer caso ele seja condicionado a qualquer tipo de contrapartida, mais ainda em plena pandemia?

Convenhamos que não estamos diante de uma factualidade qualquer! Não se trata de notícia que envelhece, nem de decreto revogado. Mas de existir espaço político para a proposição deste tipo de medida, coisa que me inquieta em um grau muito maior que o normal...Jamais pertenci à elite, mas sempre usufruí de muitos privilégios, o que inclui plano de saúde privado. Mesmo assim, sei bem que o Brasil de duas décadas atrás era ainda pior no que diz respeito ao fomento e acesso à Ciência e à Saúde, respectivamente. Então, só de imaginar o nível de retrocesso social e coletivo no qual podemos mergulhar, por meio de medidas como estas me motivo a fazer alguma coisa!


Foto: Cla Ribeiro

E o que posso fazer de mais imediato é aplicar o meu trabalho ao esclarecimento e debate. Foi nisso que redundou o painel que constituí, através de dois cientistas e dois médicos. Os quatro especialistas me deram entrevistas em uma única transmissão ao vivo, cujas respostas trouxeram verdades avassaladoras! Um deles, mostrou o quanto é claro o desprezo pela Ciência, mencionando o “incentivo” financeiro usado para estimulá-la. “A bolsa de iniciação científica rende ao pesquisador R$400”. Não bastasse a miséria destinada a quem se imbui de renovar a Ciência que permite ao país se aproximar de soluções tão necessárias e urgentes como uma vacina, há os cortes ou suspensões das verbas de pesquisa!

Na outra ponta, os que “enxugam gelo” e lidam com a responsabilidade de resolver a demanda por atendimento médico hospitalar em um país que desvaloriza a Ciência, até a falta de equipamentos de proteção individual, mesmo depois do problema logístico vivenciado e noticiado a partir da Europa, meses antes da questão nos atingir, revela um desmonte em curso. Aliás, esta situação foi deflagradora de Síndrome do Pânico em uma das entrevistadas. Ela mencionou que a angústia da falta de EPIs se somou à pouca informação que havia sobre o vírus, há alguns meses atrás, para criar este problema adicional. E ele não se limitou ao aspecto psicológico. A mesma médica contraiu o coronavírus depois e teve de assumir a posição de paciente, assim como ocorreu com muitos outros colegas de profissão dela. Enquanto isso, muita gente deixa de usar a máscara, promove e frequenta reuniões, como se o isolamento social fosse uma piada de mau gosto e as medidas de prevenção desnecessárias. Até porque, um presidente como o nosso nem seria eleito se o povo tivesse outro nível de consciência coletiva e atitude...

Todo este panorama revela o motivo efetivo da vacina ser relativizada. Afinal, muito dinheiro é necessário para viabilizá-la, sem que resultados imediatos possam ser usados como argumentos de campanha eleitoral, por políticos que só visam o poder para se servir dele, sem jamais servir o povo que representam. Honestamente, não tenho esperanças de ver as coisas mudarem por aqui. Então, me sobra trabalho para combater aquilo que me tira o sono!


Foto: Cla Ribeiro

E esse foi um dos motivos pelos quais tornei o meu perfil público e estabeleci nele uma programação jornalística, que fará o que as emissoras que dependem de uma concessão pública para funcionar não podem fazer. Como realizo um trabalho completamente independente de interesses econômicos e políticos posso estabelecer um noticiário de repercussão isenta, mas contundente. E farei isso! Quem acompanhar o @raquelmedandrade vai encontrar um painel semanal sobre assuntos relevantes, composto por especialistas. Minha missão por ali será a de dar espaço de fala a quem entende de cada um dos assuntos em questão, independente da minha posição pessoal e do que exponho sobre ela.

Entre um painel e outro, falarei sobre variedades, que mesclam artes, tendência, comportamento e consumo, porque tudo isso compõe parte de nossas vidas e ainda pode ser usado como ferramenta para expansão de consciência e transformação individual, não só como mero analgésico! Todos vocês estão convidados a acompanhar!


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