Paraná para Amar - 23-11-2020

Atualizado: Jan 31




Aniversário


Um dos lugares mais emblemáticos para a cultura, em Curitiba, acabou de completar 18 anos, ontem (22)! O Museu Oscar Niemeyer (MON) celebrou a data com debate entre o professor e curador Paulo Reis e a artista convidada, Fernanda Magalhães, com o tema “Conforto em Confronto”, transmitido ao vivo no canal do MON no YouTube, onde fica salvo e pode ser conferido.



Foto: Carlos Renato Fernandes


CWB Gourmet - Presente


Fim de ano e pandemia demandam saídas alternativas para celebrar e homenagear pessoas queridas, colaboradores, pares de trabalho, familiares e amores. Neste sentido, a Amandoá Doces Finos criou um produto bem oportuno e singelo. A caixa com cores e motivos natalinos, é recheda por bouquet de flores, caneca e macarons. Bem adornado, o produto mantém sua artesanalidade, inclusive nos doces. Esses são macios por dentro, levemente crocantes por fora e de recheios com texturas e sabores vivos, improváveis até, para os tempos modernos. Provei o de limão, ninho com nutela, nozes e caramelo de flor de sal. Todos saborosos e singulares, como os que são feitos em casa. Vale para quem aprecia o peculiar.



Foto: Cla Ribeiro

Saudades


Me mudo do bairro Água Verde e saio já saudosa. Como deixo amigos e considero Curitiba uma capital pequena tendo sempre a esticar de volta, porque o bom filho à casa torna. Mas que casa? São algumas! As dos amigos, além de lugares acolhedores do bairro, alguns já noticiados aqui, como o Kharina, outros por mencionar, como é o caso do King Dog, meu podrão predileto, Cidadão do Mundo, hambúrguer que inspirou a minha crônica inaugural na CLA Magazine (Coronada), além do - improvável – mais amado Angeloni. Não sei porque, mas adorava ir àquele mercado com pinta de shopping, onde tantas vezes cortei meus cabelos, reparei uma roupa na costureira, comprei carregador para o celular ou fiz um lanche rápido no último piso. Hábitos, enfim. Que venham os novos!



Foto: ACMA / Bairro Água Verde


Saúde


Depois de nove meses usando máscara e mantendo o isolamento social o covid me pegou. Meu adoecimento me levou a buscar mais informações sobre a pandemia. Segundo a comunidade científica, há oito cepas do vírus circulando. O que mantém vulneráveis a sete delas mesmo as pessoas que já contraíram e manifestaram a doença. E, vale lembrar que a suposta imunidade à cepa com a qual alguém que adoeceu teve contato existe por cerca de três meses, apenas. Outra informação nova para mim, é que a máscara não retém o vírus, apenas diminui a carga viral da atmosfera ou ambiente. Assim, a única alternativa realmente segura contra o covid-19 é o completo isolamento social, uso de máscara, para saídas rápidas, em horários alternativos, nos quais há menor fluxo de pessoas circulando em ruas, supermercados, farmácias e bancos, apenas para o essencial. Definitivamente, não é seguro promover nenhum tipo de reunião, já que tirar a máscara para tomar café ou mesmo água pode representar contágio.

Linha do tempo das pandemias e sua correlação com nosso modo de explorar o planeta

Durante o primeiro milênio houve pouco mais de 1 pandemia por século. Há 20 anos do início do segundo milênio já presenciamos, além de um surto de Ebola (2014-16)1, 4 pandemias2: SARS3 (2002-3), gripe suína-H1N14 (2009-10), MERS5 (2012-não erradicado), COVID196 (2019-em andamento). O que têm em comum as recentes pandemias e muitas anteriores? O agente etiológico é um vírus de animal que, após mutações, passou a infectar os seres humanos e se tornou competente para a transmissão pessoa-pessoa. Há uma clara correlação7 entre a emergência das pandemias e a perda da biodiversidade e a crise climática, ambas decorrentes das atividades humanas. O uso da terra com a expansão e intensificação da agro-pecuária e da mineração, o comércio e o consumo de animais silvestres, os danos aos ecossistemas, promovem a proximidade entre humanos, animais selvagens e de criação, e consequentemente aos patógenos que albergam. Não se trata de questionarmos se haverá uma pandemia em breve, mas sim de nos prepararmos para o enfrentamento. Onde vai surgir? Na Amazônia? No Pantanal?

Contribuição da Dra. Ana Paula B. Moreira, bióloga e pesquisadora na UFRJ. Membro da Liga das Mulheres pelo Oceano


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1 https://www.who.int/health-topics/ebola/#tab=tab_1


2 https://www.visualcapitalist.com/history-of-pandemics-deadliest/


3 https://www.who.int/health-topics/severe-acute-respiratory-syndrome#tab=tab_1


4 https://www.who.int/csr/don/2009_11_06/en/


5 https://www.who.int/health-topics/middle-east-respiratory-syndrome-coronavirus-mers#tab=tab_1


6 https://www.who.int/health-topics/coronavirus#tab=tab_1


7 https://en.unesco.org/news/pandemics-increase-frequency-and-severity-unless-biodiversity-loss-addressed


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