Vogue Itália renuncia a fotografias e lança edição sustentável.

Em seus 55 anos de história, esta é a primeira vez que a Vogue italiana tem em sua capa – e em todas as suas páginas – apenas ilustrações e nenhuma foto. A edição especial de janeiro, que chegou às bancas da Itália esta semana, foi planejada cuidadosamente para levantar uma bandeira pública: a da sustentabilidade!

Pela primeira vez em sua história, a edição italiana da revista Vogue foi publicada sem fotos, inclusive na capa. No lugar das fotografias, foram colocadas ilustrações de artistas famosos e em ascensão, em uma decisão editorial tomada para dar mais espaço à arte e reduzir o impacto ambiental das megaproduções e cenários. O recurso foi adotado para oito capas de edições de janeiro de 2020 da Vogue Itália. A revista também integrará uma campanha beneficente, destinando verba para a Fundação Querini Stampalia, de Veneza, que sofreu com os alagamentos históricos em 2019. "Todas as páginas e os serviços de janeiro foram realizados por artistas consolidados e emergentes, nomes do mundo da arte e dos quadrinhos que retratarão a moda. O desafio é mostrar que é possível falar de moda sem fotografias. É a primeira vez que fazemos isso: a Vogue Itália nunca tinha publicado uma capa ilustrada, e nenhuma Vogue, desde quando a fotografia existe, fez isso", disse o diretor da edição italiana da revista, Emanuele Farneti.



"Graças à generosidade desses artistas, o dinheiro economizado na produção da Vogue Itália será dado a um projeto que precisa verdadeiramente: a restauração da Fundação Querini Stampalia", explicou. Farneti também contou que, em setembro de 2019, em uma das maiores produções do ano passado para a Vogue Itália, foram necessárias 150 pessoas, que "fizeram 20 voos e dezenas de viagens de três". "Quarenta carros em stand-by, 60 deliveries internacionais.



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